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27 10 2008

Ando sem tempo pra escrever
também sem tempo pra reclamar
não sei o que fazer
eu mal consigo respirar

Apareço nestas bandas
só pra ver algum link relacionado
Essas coisas são tantas
fico até desnorteado

Essa semana
olha o que fui descobrir
pra mim era tão bacana
mas eu detesto dirigir

E esse calor que me faz derreter,
me deixa até pingando
pra dele não perecer
só uma cerveja trincando

É basicamente isso
o que eu tenho pra contar
nada de muito maciço
ou que à muita gente vá interessar.





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1 10 2008

Acordei meio zuado
com a garganta inflamada
Devo tá gripado
logo eu dou uma melhorada

Além do mais
já tomei um remédio
De gripe não pereço mais
agora só de tédio

De manhã o tempo ta sossegado
consigo até um tempo pra escrever
Só à tarde que vai ser embassado
Essa eu não quero nem ver

Mas agora vou embora
tenho que achar alguma coisa pra fazer
Quem sabe a minha situação melhora
talvez hoje eu volte a escrever





Bacia de Jabuticabas

2 09 2008

Peguei o texto daqui, que roubou de uma tal de Mari Magnânima…

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.
Sinto-me como aquela menina que ganhou uma bacia de jabuticabas.
As primeiras, ela chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para projetos megalômanos.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturas.

Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: ‘as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos’.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa…

Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado de Deus.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.

O essencial faz a vida valer a pena !

Basta o essencial!’

Não linquei o nome da “Mari Magnânima” pq eu não achei o site/blog/portal dela, ou talvez, não soube buscar ele no google, sei lá…

Eu gostei do texto, achei legal, mas tinha que ser jabuticaba?!?? Odeio jabuticaba…





Tédio

6 08 2008

Olha só, ontem passeando pelos canais da TV, acho um programa bem cultura, bem legal. Um tal de Sr. Brasil, com ele, Rolando Boldrin.

Bem na hora que eu coloquei, ele fazia um ensaio sobre o tédio, o texto é bonito. :)
Autor: Henrique Hine ( adp. : Mendes de Oliveira )

Paciente: Venho doutor, fazer-lhe uma consulta.
A doença que me punge e esteriliza a mocidade e o espírito,
Resulta de uma chaga que nunca cicatriza.
Muito embora comum a toda gente, a de que sofro, atroz hipocondria,
Tanto me torna pensativo e doente, que já não sei o que é paz nem alegria..
Sendo o mais sábio clínico do mundo, sois também um filósofo notável, do
Peito humano auscultador profundo, curareis este mal inexorável.
Que me destrói o organismo fibra-a-fibra
Que me enevoa o cérebro e o condensa.
Eu tenho um coração que já não vibra
Suporto uma cabeça que não pensa.
Este tédio mortal, tédio agoureiro,
Que me envenena, que me escurece os dias,
É como os beijos dado á dinheiro, numa noite de orgias.

Doutor: O amigo tem razão, padece realmente
Contudo a infermidade, o morbus que o devora,
É um produto fatal do século de agora.
Uma emoção vibrante, um abalo violento, pode cura-lo
Creio. Apenas num momento. O tédio é uma sombria, uma
Fatal loucura. É a treva interior, a grande noite escura.
Onde se esquece tudo. A sorte, a vida amada. O nosso
Próprio ser e só se lembra o nada.
—diga-me. Alguma vez amou ?
Nunca em seu peito estrugiu das paixões o temporal desfeito ?
Como as vagas de um mar que se agita e encapela, ao soturno rumor do vento
E da procela ?

Paciente: Nunca.

Doutor: Pois meu caro. Procure a agitação constante.
Um prazer esquisito, um gozo triunfante.
Já visitou a Grécia, o Oriente a terra santa ?
Os sítios onde tudo hoje evoca e decanta, as glorias uma idade imorredoura
E eterna, que amesquinha e deslumbra a geração moderna ?

Paciente: Em híbridos festins passei a mocidade. Percorri viajando, o mundo
E a humanidade, como Judas da lenda.
E entre as mulheres todas, cujos lábios beijei
Em bacanais e bodas,
Mulher nenhuma eu vi sobre a terra tamanha
Que para mim não fosse uma visão estranha.
Como parti voltei. Sem achar lenitivo para este mal doutor.
Que assim me trás cativo.

Doutor: Frequente o circo, amigo. A figura brejeira do famoso Arlequim,
Que a esta cidade inteira palmas e aclamações constantemente arranca.
Talvez lhe restitua a gargalhada franca.

Paciente: Vejo doutor, que o meu caso é perdido.
O truão de que falas, o palhaço querido
Que anda no Coliseu assim tão aclamado, tem um riso
De morte, um riso mascarado, que encobre a dor sem fim
Do tédio e do cansaço…sou eu este Palhaço.

Gostei bastante do texto, sinceramente, me identifiquei com ele, também venho tendo uns acessos de tédio desse tipo, vez sim, vez não sabem…





Coisas que irritam as mulheres

6 08 2008

Então, passeando pelo “universo wordpress” acabei me deparando com coisas interessantes sabe, e aqui vai uma delas, texto muito bem escrito e bacana sobre coisas que as mulheres não gostam muito. Afinal estava faltando algo assim, porque coisas que as mulheres gostam eu ja tinha postado né. :)

O texto é de autoria de Juliano Araújo. E eu vi aqui.

Com as mulheres é preciso muito mais do que um bom papo e carinho. Como se qualquer atitude fora do compasso normal em um relacionamento não fosse motivo para se ter o fatídico resultado de uma mulher irritada, compilo aqui algumas das ações praticadas por nós, simples boçais, e que irritam profundamente uma mulher, seja ela esposa, namorada, negavéia ou mesmo mãe. Aí vão algumas:

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Tempos difíceis

21 07 2008

PATROA – Edilene.

EMPREGADA – Sim, senhora.

PATROA – Em relação aquele assunto financeiro…

EMPREGADA – Sim, senhora.

PATROA – Eu não vou estar podendo te dar um adiantamento.

EMPREGADA – Tudo bem, senhora.

PATROA – Vou te pagar tudo daqui a uma semana mesmo. Como o combinado.

EMPREGADA – Não tem problema, senhora.

PATROA – A situação está preta, o país em crise…

EMPREGADA – Eu sei, sim senhora.

PATROA – O Mascarenhas está desempregado…

EMPREGADA – É tudo muito difícil.

PATROA – Demais de difícil.

EMPREGADA – Não se preocupe, senhora.

PATROA – Que bom que você entende. Leia o resto deste post »





Jesus te ama, mas é mentira dele!

18 07 2008

Loja de camisetas. Sujeito desempacota coisas. Entra outro.

Maurício – Ô Olavo…
Olavo – Fala, seu Maurício.
Maurício – Eu tava olhando algumas das nossas camisetas antigas aqui atrás, das que não venderam muito…
Olavo – Pois não…?
Maurício – E eu achei essa camisa aqui. O quê é isso? (ergue uma camiseta e lê os dizeres) “Jesus Te acha tranqüilo”?
Olavo – Ah. É que… lembra que o senhor falou que o senhor queria variar um pouco da linha que a gente estava fazendo e que as camisetas “Jesus Te Ama” eram todas parecidas? Então… eu tentei dar uma inovada. Pra não ser só, “te ama”, que é muito forte, eu fiz outras opções mais amenas.
Maurício – (Pegando outra camiseta na caixa) Mas aí não dá Olavo. “Jesus Te acha Mais ou Menos”??
Olavo – É… O cara não pode amar todo mundo, né? Mas pode ficar sossegado: eu fiz outras mais positivas pra equilibrar.
Maurício – Como assim equilibrar?
Olavo – Tipo essa aqui ó: “Jesus Te Ama. De Verdade. Ele me Falou.” Eu ia botar agora no estande.
Maurício – Oquê? Você tá maluco? Me dá isso aqui! A gente não pode vender isso não!
Olavo – Uai, por que não?
Maurício – Porque não, ora! Quando eu disse que eu queria mudar a linha, era fazer outras mensagens completamente diferentes na temática religiosa. Não ficar escrevendo várias versões da mesma coisa!
Olavo – Ah… Eu pensei que pudesse ser isso também…
Maurício – Que bom.
Olavo – Por isso eu fiz essa também: (puxa uma camisa que diz em letras garrafais JUDAS ESCROTO)
Maurício – Tá maluco?!? Você quer vender camiseta de Judas?
Olavo – É, eu fiz um monte. Vai ampliar nossa gama de mensagem, ó: (vai remexendo as camisas e lendo os dizeres) “Judas Te Odeia”, “Não Olhe Agora mas Judas está Planejando a Sua Morte”, “Judas Ama Jorge Vercílo” e essa aqui que eu acho genial: “Não Adianta Pedires, Que ele não Te AJUDAS”, sacou?
Maurício – Olavo, pelo amor de Deus! Se a gente coloca uma dessas camisas na praça você não tem noção da quantidade de reclamação que a gente vai ter que ouvir!
Olavo – Ah, que isso, seu Maurício! Ninguém vai reclamar da camisa, não!
Cliente 1 (entrando) – Eu vim reclamar da camisa.
Maurício (entre os dentes) – Eu te mato, Olavo… (p/ cliente) Pois não, senhor? Qual é o problema?
Cliente 1 – Eu estou muito insatisfeito com os dizeres escritos nas camisas vendidas nesse estabelecimento.
Maurício – Mas o que diz na sua, senhor?
Cliente 1 (mostra) – “Jesus Te Ama”
Olavo (meio tenso, acalmando o chefe) – Ah, ta vendo seu Maurício! Então ta tudo certo! Não precisa se preocupar!
Cliente 1 – O problema não é a minha camisa. É a dele. (entra um sujeito com uma camisa que diz “MENTIRA DELE”)
Cliente 2 – Ah, você quer parar de reclamar?
Cliente 1 – Parar de reclamar? Você anda do meu lado o dia inteiro desmentido o amor que Jesus sente por mim e ainda quer que eu ache legal? Eu finalmente compro a minha camisa “Jesus Te Ama”, que só eu que não tinha, e você fica me seguindo com uma que diz “Mentira Dele”??? Você podia pelo menos não andar do meu lado.
Cliente 2 – (pausa) Mas aí não ia ter graça nenhuma! (começam a bater boca)
Maurício – Calma, calma! Senhores, senhores! Vamos parar de brigar eu acho que eu tenho uma solução? Por que o senhor não compra uma das nossas camisas “Judas Te Odeia”? Daí o “Mentira Dele” não fica tão ruim assim? Hein?
Cliente 1 – Ora, francamente! (saindo) Eu vou é processar essa loja!
Cliente 2 – (saindo) Mentira Dele!
Maurício (acompanhando) – (p/ Olavo) Eu te mato, Olavo! Te mato! (p/ clientes) Senhores, não vamos brigar, calma gente…. (saem todos)
Olavo fica sozinho um tempo. Entra Jesus.
Jesus – E aí? Gostaram das minhas camisas?
Olavo – Nem um pouco.
Jesus – Nem a do Judas?
Olavo – Principalmente.
Jesus – Pô, mas que povinho difícil!
Olavo – Olha, mas não fica assim. Se você quiser eu te arranjo um outro emprego numa dessas lojinhas de camiseta Heavy Metal.
Jesus – Não, não vai dar não… To pregado. Quer um vinho? Eu faço… (saem)

VIsto no blog do Fernando Caruso.





O Tempo

6 12 2007

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado…
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas…
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo…
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

Mário Quintana